terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Vencedores do VII Baqueria de los Pinares
1º lugar: Regresso
L: Rafael Machado M: Marcelo Oliveira
Interprete: Artur Matos
Guitarron: Cristian Camargo
Violão Solo: quinto Oliveira
Acordeon: Lucas Ferreira
Violão Sete Cordas: Neuro Junior
Rescitado: Rafael Machado
2º lugar:Romance do Pé no Estribo
L: Rafael Ferreira M: Rainer Sphor
Interprete: Rainer Sphor
Violões: Felipe Corso e Neuro Junior
Guitarron: Cristian Camargo
3º lugar: De vida e Campo
L: Romulo Chaves M: Felipe Barreto
Interprete: Ita Cunha e Rodrigo Chavier
Violão: Augusto Basquera
Acordeon: Lucas Ferreira
Contrabaixo: Gabriel Lucas dos Santos
Melhor Arranjo Vocal: Na procedência do Campo
L: Hiqui Barbosa/Henrique Fernandes M:Augusto Baschera.
Melhor Arranjo Instrumental: Um dia em Casa Blanca
L/M: Oscar Massita
Música Mais Popular: Canto de Protesto
L/M: Uilian Michelon.
Interprete: Eduardo Ferreira/Everton Hoffman
Acordeon Cromatico: Uilian Michelon
Melhor Instrumentista: Lucas Ferrera
Melhor Intérprete: Arthur Matos
Melhor Letra: Romance do Pé no Estribo
L: Rafael Ferreira
Comissão avaliadora: Daniel Busch, Indio Ribeiro, Rogério Villagran
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Resultado Triagem Baqueria de Los Pinares
Músicas classificadas Festival Baqueria de Los Pinares Etapa Nacional
1-Um Dia En Casa Blanca
L/M: Oscar Massita- Uruguay.
2-Para Ouvir a Terra em Cantiga
L: Vilson Vargas
M: Eduardo Lopez.
3-De Quem Retorna Para Terra
L: Adriano Alvez
M: João G. Rosa/Vitor Amorim.
4-Romance do Pé no Estribo
L:Rafael Trambeio
M:Rainer Sphor.
5-Apresilhado
L;Rafael Trambeio
M:Vitor Amorin.
6-Regresso
L: Rafael Machado
M: Marcelo Oliveira.
7-De Vida e Campo
L:Romulo Chaves
M:Felipe Barreto.
8-Vida na Campanha
L:Mario Amaral/Nenito Sarturi
M:Juliano Javoski.
9-Tiamnhã
L/M: Paulo Osorio Silveira-Herval-RS
10-Das Rimas Que Se Perderam
L/M:Vilson Vargas/Everson Mare.
11-Zamba de Campo
L:Romulo Chaves
M:Robledo Martins.
12-Na Procedência do Canto
L:Hique Barbosa/Henrrique Fernandez.
M: Augusto Baschera
13-Das raízes que Trago
L:Marçal Furian
M: Fernando Soares.
14-Noites Serranas
L:Dirceu Abrianos
M: Cleiber Rocha.
Músicas classificadas Festival Baqueria de Los Pinares Etapa Municipal
1-Um Simples Quadro Invertido- L/M: Rafael O. Ferreira.
2-Peão Veterano- L/M: Idalcir Peruchin/Jose Sebastião Amaral Peruchin.
3-Surungo de Sarandeio e Soslaio-L/M: Helio Preste.
4-Canto de Protesto-L/M: Uilian Michelon.
5-O caminho da Alma-L/M: Edson Cardoso de Almeida.
6-Sangue Biriva – L/M: Ricardo Pereira Nunes.
7-Rosario de Pedra Moura- L/M: Jairo Felipe da Boita/Daniel Bueno.
8-Vento Tropeiro –L/M: Altair Borges/Roberlei Sutil.
9-Tributo a Uma raça- L/M: Altair Borges/Roberlei Sutil.
10-Olhos de Querencia-L/M: Rafael O. Ferreira/Everton Hoffman.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Tiro de laço – cultura ou competição?
Antonio Daniel Busch¹
“Passei um verniz no laço, um mocotó no meu braço e me mandei pro Rodeio, com meu lenço colorado,o meu bilonga tapeato,de escorar tempo feio. Essa é a vida de um peão quando reza a oração pro patrão lhe dispensar, sempre sonhando com um carro na inscrição, bate forte o coração, pede à sorte lhe ajudar”
Rodeio da Marca Grande - Enio Medeiros
Com o início de mais uma temporada de Rodeios, percebe-se o significativo aumento do número de adeptos nas provas de tiro de laço e eventos do gênero em todo o nosso estado e até mesmo fora dele.
Essa modalidade esportiva surgiu no início da década de 1950, como uma brincadeira entre peões de duas fazendas do município de Esmeralda, envolvia inicialmente campeiros que habitavam a zona rural e era um entretenimento exclusivamente de pessoas que atuavam na atividade agropecuária.
Com o passar do tempo, este esporte ganhou as cidades e além de ser praticado por pessoas oriundas do campo também caiu no gosto de apreciadores da cultura gaúcha, que embora não tenham diretamente nenhuma relação com a lida campeira aderiram, como forma de lazer e competição, ao tiro de laço.
Essa atividade se tornou uma das grandes responsáveis pela divulgação e prática da cultura gaúcha como um todo, desde o uso da nossa indumentária e utilização do cavalo na prática esportiva e lazer da família gaúcha.
Devido a sua grande expansão, surgiu a necessidade do profissionalismo de alguns setores dessa atividade, como narradores, juízes, embretadores e alugadores de gado, entre outros. Sendo que muitos desses têm como principal fonte de renda esses serviços. Também as grandes premiações fazem com que muitos se dediquem intensamente às competições na aventura de lograr um grande prêmio, moto, carro ou dinheiro. No entanto, isso tudo gerou como consequência altos custos, dificultando em muitas situações a participação de pessoas de baixo poder aquisitivo, que foram a base na criação dessa modalidade.
O que é pior, nesse contexto, é saber que essa prática esportiva sem controle de gastos acaba causando um problema social, comprometendo grande parte da renda de alguns de seus adeptos em detrimento de outras necessidades de maior importância, tais como a subsistência e o desenvolvimento intelectual e profissional.
1 Cultor do Nativismo Gaúcho
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Festejos Farroupilhas, um ato de reflexão
O mês de setembro, quando o orgulho de ser gaúcho reascende ou se intensifica no peito de muitos por ocasião dos Festejos Farroupilhas, é o momento propício para refletirmos sobre a nossa postura e atitudes durante as comemorações que relembram uma Revolução que tinha como lema ideais tão nobres como Liberdade, Igualdade e Humanidade.
No Rio Grande do Sul, o culto às tradições dos nossos antepassados, evidenciado nesta época, se origina dos esforços de um grupo de jovens, liderados por Paixão Cortês, que em 1947 criaram o primeiro Centro de Tradições Gaúchas, ligado ao Grêmio Estudantil da Escola Júlio de Castilhos em Porto Alegre, com o objetivo de resgatar o patrimônio histórico e cultural do nosso estado.
Com a fundação do 35 CTG também surgiu o evento cívico Ronda Crioula - termo oriundo das vigílias noturnas que os peões faziam quando tropeavam o gado – que nada mais é que a guarda da chama crioula. Esse evento se repete desde então anualmente em todo nosso estado e além fronteiras, com o objetivo de exaltar às nossas tradições e à memória farroupilha.
Fiorin (2009), em seu livro Do Gaúcho ao tradicionalista: Imagem, Identidade e representação, afirma que a cultura pode ser entendida como um estilo de vida particular que as sociedades desenvolvem e que caracterizam, sendo transmitida de geração para geração, criando assim uma identidade cultural.
Assim, o tradicionalista de hoje tenta reviver e exaltar os feitos do gaúcho de antigamente, caracterizado como forte, aguerrido e bravo, mas e as gerações futuras terão bons exemplos para se espelharem quando hoje, principalmente durante as comemorações farroupilhas, lamentavelmente ainda vimos tanta deturpação da nossa cultura acontecendo, onde as manifestações ditas “culturais” se tornam mera desculpa para encontros que visam apenas o lucro e a bebedeira? Faz-se necessário refletir: O que realmente estamos comemorando? Qual é a identidade cultural que estamos deixando para nossos filhos e netos?
Com muita propriedade e conhecimento de causa, Odilon Ramos nos mostra esse lamentável cenário na poesia Espírito de Bento e nos deixa seguinte mensagem: “a tradição é uma prece para se rezar ajoelhado e o pago é um templo sagrado que o patrão nos oferece”.
De forma alguma afirmamos que as comemorações farroupilhas perderam sua essência, queremos apenas chamar atenção para situações que desvirtuam o real sentido da causa. Atualmente existem mais de 2500 CTGs no Brasil e outros tantos espalhados pelo resto do mundo, em grande parte deles se percebe um enorme esforço para resgatar de certa forma a alma de um povo em seus mais variados aspectos, fato esse que é reconhecido em todo o Brasil.
Portanto, conclamo a todos os tradicionalistas essencialmente gaúchos que nesses festejos farroupilhas 2012, que tem como tema: As nossas riquezas, tenham em mente e nos seus corações que a nossa tradição, nossa grande riqueza, consiste no respeito aos antepassados, no compromisso com a verdade, no amor a esse chão e, principalmente, na responsabilidade de deixar um bonito legado às futuras gerações.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Vencedores da 32ª Coxilha Nativista
Encerrou na madrugada deste domingo, na cidade de Cruz Alta, a 32ª Coxilha Nativista, um dos principais festivais do Rio Grande do Sul.
Logo após o espetáculo de encerramento com o cantor Luiz Marenco foram conhecidos os destaques do festival.
A premiação é a seguinte:
Primeiro Lugar: Diálogo de Luz e SombraLetra: Marcelo D'Ávila
Melodia: Juliano Moreno
Interpretação: Juliano Moreno e Gustavo Teixeira
Segundo Lugar: Estrela de Papel
Letra: Juca Moraes/Carlos Omar Villela Gomes
Melodia: Duca Duarte
Interpretação: Pirisca Grecco
Terceiro Lugar: Golpeador Letra: Evair Gomez
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Marcelo Oliveira
Música Mais Popular: O Gaiteiro da Praça
Autores: Jorge Moreira/Angelino Rogério
Interpretação: Angelino Rogério
Melhor Tema Cruz Alta: Um Chasque FraternoAutores: Luciano Ferreira/Piero Ereno
Interpretação: Ita Cunha e Jean Kirchoff
Melhor Intérprete: Joca Martins (na música “Rosal”)
Melhor Instrumentista: Clarissa Ferreira (Violino na música “Diálogo de Luz e Sombra”)
Melhor Letra: Cavalo de Tiro (Zeca Alves/Gujo Teixeira)
Melhor Arranjo: Diálogo de Luz e Sombra
Melhor Melodia: Golpeador (Juliano Gomes)
Melhor Conjunto Vocal: Diálogo de Luz e Sombra - (Juliano Moreno, Gustavo Teixeira e Grupo)
Melhor Indumentária: Marcelo Oliveira (na música “Golpeador”)
FASE LOCAL:
Primeiro Lugar: Por Meu Querer
Letra: Jorge Nicola Prado
Melodia: Kauê Diaz
Interpretação: Kauê Diaz
Segundo Lugar: Retrato de um Fim de Tarde
Letra: Luiz Onério Pereira
Melodia: Beto Barcellos
Interpretação: Nando Soares
Terceiro Lugar: Meu Sonho Pajador
Letra: Leandro Torres Ribeiro
Melodia: Marcelinho Carvalho
Interpretação: Diego Muller
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Festas Juninas
Antonio Daniel Busch
Trazidas pelos colonizadores europeus para o Brasil, as Festas Juninas têm sua origem nos povos primitivos que homenageavam seus deuses com fogueiras e danças durante a época de colheita.
No Brasil as Festas Juninas originalmente tinham conotação religiosa, pois havia o propósito de celebrar e agradecer os bons resultados das colheitas e ainda festejar os nascimentos de São João, Santo Antonio, São Pedro e São Paulo (dias 24, 13 e 29, respectivamente), pedindo assim que a próxima safra fosse farta outra vez.
Porém ao se tornar popular não apenas na zona rural as comemorações juninas perderam o sentido religioso, o que outrora valorizava o homem do campo, seu trabalho e suas crenças atualmente passou a desmoralizá-lo, através da espetacularização do casamento na roça, e a ridicularizá-lo, por meio das vestimentas rasgadas, da pintura dos dentes de preto e das maquiagens exageradas nas mulheres.
No Rio Grande do Sul as festas em honra aos Santos do mês de junho sempre tiveram grande importância e, por isso, comemoradas de acordo com a nossa cultura própria, valorizando a figura do homem rural do nosso estado, o gaúcho.
Assim, aqui no sul do Brasil as Festas Juninas essencialmente gaúchas são festejadas por homens, mulheres e crianças tipicamente pilchados, ao som de gaita e violão, com muita dança, versos de aporfia, chimarrão, sapecada de pinhão na grimpa e uma farta culinária campeira, sem esquecer-se da fé, muitas pessoas ainda caminham de pés descalços sobre a fogueira ardente para pagarem promessas.
Infelizmente, hoje em dia observa-se em nosso estado a deturpação dessa cultura tão rica, através da mistura dos costumes caipiras com a tradição gaúcha, principalmente nas festas escolares, onde vemos muitos educadores aprovarem essa desvalorização da verdadeira identidade do gaúcho, deixando a criança, que está em processo de formação de caráter e opinião, confusa, sem saber distinguir o caipira do gaúcho e o que é pior, sem saber dignificar as próprias figuras da comunidade em que vive.
Apesar da globalização tão presente em nosso cotidiano, devemos respeitar as manifestações culturais próprias de cada região e como gaúchos devemos preservar nossos costumes, o fato de comemorar as Festas Juninas de maneira essencialmente gaúcha é um sinal de respeito à nossa história, portanto, acredito que está mais do que na hora das escolas e também dos CTGs promoverem o esclarecimento das reais diferenças entre uma festa e outra, pois gaúcho nunca foi caipira.
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