terça-feira, 11 de setembro de 2012

Festejos Farroupilhas, um ato de reflexão


            O mês de setembro, quando o orgulho de ser gaúcho reascende ou se intensifica no peito de muitos por ocasião dos Festejos Farroupilhas, é o momento propício para refletirmos sobre a nossa postura e atitudes durante as comemorações que relembram uma Revolução que tinha como lema ideais tão nobres como Liberdade, Igualdade e Humanidade.
            No Rio Grande do Sul, o culto às tradições dos nossos antepassados, evidenciado nesta época, se origina dos esforços de um grupo de jovens, liderados por Paixão Cortês, que em 1947 criaram o primeiro Centro de Tradições Gaúchas, ligado ao Grêmio Estudantil da Escola Júlio de Castilhos em Porto Alegre, com o objetivo de resgatar o patrimônio histórico e cultural do nosso estado.
Com a fundação do 35 CTG também surgiu o evento cívico Ronda Crioula - termo oriundo das vigílias noturnas que os peões faziam quando tropeavam o gado – que nada mais é que a guarda da chama crioula. Esse evento se repete desde então anualmente em todo nosso estado e além fronteiras, com o objetivo de exaltar às nossas tradições e à memória farroupilha.
            Fiorin (2009), em seu livro Do Gaúcho ao tradicionalista: Imagem, Identidade e representação, afirma que a cultura pode ser entendida como um estilo de vida particular que as sociedades desenvolvem e que caracterizam, sendo transmitida de geração para geração, criando assim uma identidade cultural.
            Assim, o tradicionalista de hoje tenta reviver e exaltar os feitos do gaúcho de antigamente, caracterizado como forte, aguerrido e bravo, mas e as gerações futuras terão bons exemplos para se espelharem quando hoje, principalmente durante as comemorações farroupilhas, lamentavelmente ainda vimos tanta deturpação da nossa cultura acontecendo, onde as manifestações ditas “culturais” se tornam mera desculpa para encontros que visam apenas o lucro e a bebedeira? Faz-se necessário refletir: O que realmente estamos comemorando? Qual é a identidade cultural que estamos deixando para nossos filhos e netos?
            Com muita propriedade e conhecimento de causa, Odilon Ramos nos mostra esse lamentável cenário na poesia Espírito de Bento e nos deixa seguinte mensagem: “a tradição é uma prece para se rezar ajoelhado e o pago é um templo sagrado que o patrão nos oferece”. 
            De forma alguma afirmamos que as comemorações farroupilhas perderam sua essência, queremos apenas chamar atenção para situações que desvirtuam o real sentido da causa. Atualmente existem mais de 2500 CTGs no Brasil e outros tantos espalhados pelo resto do mundo, em grande parte deles se percebe um enorme esforço para resgatar de certa forma a alma de um povo em seus mais variados aspectos, fato esse que é reconhecido em todo o Brasil.
            Portanto, conclamo a todos os tradicionalistas essencialmente gaúchos que nesses festejos farroupilhas 2012, que tem como tema: As nossas riquezas, tenham em mente e nos seus corações que a nossa tradição, nossa grande riqueza, consiste no respeito aos antepassados, no compromisso com a verdade, no amor a esse chão e, principalmente, na responsabilidade de deixar um bonito legado às futuras gerações. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vencedores da 32ª Coxilha Nativista

Diálogo de Luz e Sombra vence a 32ª Coxilha.


Encerrou na madrugada deste domingo, na cidade de Cruz Alta, a 32ª Coxilha Nativista, um dos principais festivais do Rio Grande do Sul.


Logo após o espetáculo de encerramento com o cantor Luiz Marenco foram conhecidos os destaques do festival.

A premiação é a seguinte:

Primeiro Lugar: Diálogo de Luz e SombraLetra: Marcelo D'Ávila
Melodia: Juliano Moreno
Interpretação: Juliano Moreno e Gustavo Teixeira

Segundo Lugar: Estrela de Papel
Letra: Juca Moraes/Carlos Omar Villela Gomes
Melodia: Duca Duarte
Interpretação: Pirisca Grecco

Terceiro Lugar: Golpeador Letra: Evair Gomez
Melodia: Juliano Gomes
Interpretação: Marcelo Oliveira

Música Mais Popular: O Gaiteiro da Praça
Autores: Jorge Moreira/Angelino Rogério
Interpretação: Angelino Rogério

Melhor Tema Cruz Alta: Um Chasque FraternoAutores: Luciano Ferreira/Piero Ereno
Interpretação: Ita Cunha e Jean Kirchoff

Melhor Intérprete: Joca Martins (na música “Rosal”)

Melhor Instrumentista: Clarissa Ferreira (Violino na música “Diálogo de Luz e Sombra”)

Melhor Letra: Cavalo de Tiro (Zeca Alves/Gujo Teixeira)

Melhor Arranjo: Diálogo de Luz e Sombra

Melhor Melodia: Golpeador (Juliano Gomes)

Melhor Conjunto Vocal: Diálogo de Luz e Sombra - (Juliano Moreno, Gustavo Teixeira e Grupo)

Melhor Indumentária: Marcelo Oliveira (na música “Golpeador”)
FASE LOCAL:

Primeiro Lugar: Por Meu Querer
Letra: Jorge Nicola Prado
Melodia: Kauê Diaz
Interpretação: Kauê Diaz

Segundo Lugar: Retrato de um Fim de Tarde
Letra: Luiz Onério Pereira
Melodia: Beto Barcellos
Interpretação: Nando Soares

Terceiro Lugar: Meu Sonho Pajador
Letra: Leandro Torres Ribeiro
Melodia: Marcelinho Carvalho
Interpretação: Diego Muller


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Festas Juninas

Antonio Daniel Busch 
Trazidas pelos colonizadores europeus para o Brasil, as Festas Juninas têm sua origem nos povos primitivos que homenageavam seus deuses com fogueiras e danças durante a época de colheita.
            No Brasil as Festas Juninas originalmente tinham conotação religiosa, pois havia o propósito de celebrar e agradecer os bons resultados das colheitas e ainda festejar os nascimentos de São João, Santo Antonio, São Pedro e São Paulo (dias 24, 13 e 29, respectivamente), pedindo assim que a próxima safra fosse farta outra vez.
Porém ao se tornar popular não apenas na zona rural as comemorações juninas perderam o sentido religioso, o que outrora valorizava o homem do campo, seu trabalho e suas crenças atualmente passou a desmoralizá-lo, através da espetacularização do casamento na roça, e a ridicularizá-lo, por meio das vestimentas rasgadas, da pintura dos dentes de preto e das maquiagens exageradas nas mulheres.
            No Rio Grande do Sul as festas em honra aos Santos do mês de junho sempre tiveram grande importância e, por isso, comemoradas de acordo com a nossa cultura própria, valorizando a figura do homem rural do nosso estado, o gaúcho.
Assim, aqui no sul do Brasil as Festas Juninas essencialmente gaúchas são festejadas por homens, mulheres e crianças tipicamente pilchados, ao som de gaita e violão, com muita dança, versos de aporfia, chimarrão, sapecada de pinhão na grimpa e uma farta culinária campeira, sem esquecer-se da fé, muitas pessoas ainda caminham de pés descalços sobre a fogueira ardente para pagarem promessas.
Infelizmente, hoje em dia observa-se em nosso estado a deturpação dessa cultura tão rica, através da mistura dos costumes caipiras com a tradição gaúcha, principalmente nas festas escolares, onde vemos muitos educadores aprovarem essa desvalorização da verdadeira identidade do gaúcho, deixando a criança, que está em processo de formação de caráter e opinião, confusa, sem saber distinguir o caipira do gaúcho e o que é pior, sem saber dignificar as próprias figuras da comunidade em que vive.
Apesar da globalização tão presente em nosso cotidiano, devemos respeitar as manifestações culturais próprias de cada região e como gaúchos devemos preservar nossos costumes, o fato de comemorar as Festas Juninas de maneira essencialmente gaúcha é um sinal de respeito à nossa história, portanto, acredito que está mais do que na hora das escolas e também dos CTGs  promoverem o esclarecimento das reais diferenças entre uma festa e outra, pois gaúcho nunca foi caipira.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

PRECE DO MISSIONEIRO VENCE O 5º CANTO MISSIONEIRO

 Clique na fotografia para aumentar.Uma verdadeira multidão acompanhou na noite do domingo (01), de abril a grande final do Festival Canto Missioneiro no município de Santo Ângelo, quando as músicas classificadas subiram ao palco em frente a Catedral Angelopolitana.
O evento que já é uma referência no Rio Grande do Sul, teve início na ultima quinta-feira no teatro Antônio Sepp quando ocorreu a fase classificatória para a final no domingo.
Em frente à Catedral Angelopolitana as pessoas buscavam desde as 17h os melhores lugares para acompanhar as finalistas do evento.

Clique na fotografia para aumentar.
  E, a grande vencedora desta edição estava representando os municípios de Palmeira das Missões e Pelotas. A Prece do Missioneiro é uma letra de RÔMULO CHAVES, melodia de ROBLEDO MARTINS, e teve no palco a interpretação de ROBLEDO MARTINS, NILTON FERREIRA e EVERSON MARÉ.
O Segundo lugar do festival foi para Passo Fundo e São Borja, com a música  GENEROSO, com letra de FLORI WEGHER, melodia de ZULMAR BENITEZ, e a interpretação de PIRISCA GRECCO.
A terceira colocação ficou para a música REGIONALISTAS com letra de DAVI TEIXEIRA e EMERSON FERNANDES, e melodia de MATHEUS ALVES, interpretada por ITA CUNHA.
A música mais popular ficou para O MELHOR LUGAR QUE HÁ, representando Santo Ângelo, com interpretação de CLÁUDIO VARGAS.
MELHOR TEMA SOBRE AS MISSÕES:A PRECE DO MISSIONEIRO.
MELHOR MELODIA:GENEROSO
MELHOR LETRA DO FESTIVAL:REGIONALISTAS
MELHOR INSTRUMENTISTA; DOUGLAS MENDES.
MELHOR INTERPRETE:ALANA MORAES, interpretando ANAHY DE LAS MISIONES.

Momento Gaúcho no Grill Hall Panorâmico

 

Restaurante e churrascaria Grill Hall Panorâmico apresenta prato especial para a Semana Santa.

Festa Campeira


Momento Gaúcho divulga resultados da 7ª Região na Festa Campeira 2012, com destaque ao braço de ouro Rodrigo Moreto.